
“Foi escapando de um enxame de marimbondo caboclo”, lembra Zefa, sobre o seu primeiro encontro com Azulão, seu marido. “a gente deu uma barruada. Eu caí longe da pancada. Tu já viu o tamanho do lajedo que é meu marido? A gente tinha quinze pra desesseis ano...”
De uma trombada seguida de uma queda romântica no mato seco, os pombinhos tentam se recompor.
- te mordero?
- num sei... – responde faceira, retirando algumas fezes secas de cabrito dos cabelos.
Ele olha pro chão, e diz meio sem jeito, limpando a poeira da calça jeans.
- tem que tê cuidado. A picada dessa bixiga dói que só a mulinga...
Ela olha sem graça para o rapaz e analisa suas feições e contornos sarados. Seus lábios grossos. Seu olhar desconfiado, como se a qualquer momento fossem ligar a chave da cadeira elétrica.
- hum – ela responde. Sente o suor do nervosismo escorrer dos sovacos, e fica meio ruborizada.
Ele olha pra baixo, apanha o caderno da moça e entrega.
- acho que tá cheio de terra. Toma.
Ela recebe e sorri, ainda sem graça. Um sagüi guincha no meio da mata e Zefa percebe que a noite vem vindo a galope.
- eita que ta é tarde...
- eu te deixo em casa... vô pra lá mermo... moça sozinha essas hora...
- num faz medo não... nem dos vivo nem dos morto – sorriu.
Eles caminham pelo mato, as cotovias cantando pra dormir, Zefa muito apaixonada mas sem assunto, diz pro seu amor:
- eu já vi uma mulher com os pé de bode andando nessa estrada outro dia...
Azulão balançou a cabeça, sem olhar pro lado.
- tem muita coisa de malassombro por aqui... oia... tem uma bosta de bode no teu cabelo...
Diz que daí em diante, nunca mais se largaram. Foi amor à primeira vista.
De uma trombada seguida de uma queda romântica no mato seco, os pombinhos tentam se recompor.
- te mordero?
- num sei... – responde faceira, retirando algumas fezes secas de cabrito dos cabelos.
Ele olha pro chão, e diz meio sem jeito, limpando a poeira da calça jeans.
- tem que tê cuidado. A picada dessa bixiga dói que só a mulinga...
Ela olha sem graça para o rapaz e analisa suas feições e contornos sarados. Seus lábios grossos. Seu olhar desconfiado, como se a qualquer momento fossem ligar a chave da cadeira elétrica.
- hum – ela responde. Sente o suor do nervosismo escorrer dos sovacos, e fica meio ruborizada.
Ele olha pra baixo, apanha o caderno da moça e entrega.
- acho que tá cheio de terra. Toma.
Ela recebe e sorri, ainda sem graça. Um sagüi guincha no meio da mata e Zefa percebe que a noite vem vindo a galope.
- eita que ta é tarde...
- eu te deixo em casa... vô pra lá mermo... moça sozinha essas hora...
- num faz medo não... nem dos vivo nem dos morto – sorriu.
Eles caminham pelo mato, as cotovias cantando pra dormir, Zefa muito apaixonada mas sem assunto, diz pro seu amor:
- eu já vi uma mulher com os pé de bode andando nessa estrada outro dia...
Azulão balançou a cabeça, sem olhar pro lado.
- tem muita coisa de malassombro por aqui... oia... tem uma bosta de bode no teu cabelo...
Diz que daí em diante, nunca mais se largaram. Foi amor à primeira vista.

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